QUÉNIA: Nova máquina vai testar qualidade de preservativos no mercado
 Photo: Julius Mwelu/IRIN  | | Confiança na qualidade de preservativos vendidos foi abalada | NAIRÓBI, 17 Outubro 2009 (PlusNews) - O governo queniano adquiriu uma nova máquina de teste de preservativos para tentar garantir a alta qualidade de todos os preservativos vendidos no país. A medida visa restaurar a confiança do público, depois da recente interdição de uma marca de preservativos defeituosa pelo Departamento do Governo para a Definição de Critérios de Qualidade do Quénia (KEBS em Inglês).
"Depois do caso recente em que testes mostraram que certas marcas de preservativos vazavam, a máquina garantirá que somente os preservativos que passarem no teste serão distribuídos no mercado para serem usados pelo público", disse Nicholas Muraguri, director do Programa Nacional de Controlo da SIDA e Doenças Sexualmente Transmissíveis (NASCOP em Inglês) do Ministério da Saúde Pública.
A nova máquina – comprada da Austrália com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) por US$ 80 mil – pode testar até mil preservativos por dia e, contrariamente ao sistema de teste KEBS, que usa somente o teste electrónico "livre de buracos", também vai verificar elasticidade, pressão, durabilidade e tamanho.
Segundo o governo, o KEBS testou este ano cerca de dois mil preservativos; graças à nova máquina, o NASCOP espera testar um número bem maior. Pelo menos 160 milhões de preservativos são distribuídos por ano em todo o país.
"O governo vai reforçar o processo de teste dos preservativos; o KEBS recebeu instruções para garantir que isto aconteça", disse Muraguri. Ele notou que também há necessidade de educar o público sobre o uso correcto do preservativo, já que a má utilização pode limitar sua eficiência.
"Além da qualidade do preservativo, a maneira como as pessoas o usam também determina o quão seguro ele será; nós descobrimos que há aqueles que usam lubrificantes à base de petróleo e não lubrificantes à base de de água, o que é muito perigoso”, disse ele. Os lubrificantes à base de petróleo danificam o látex, que é o material de que são feitas as camisinhas.
Muraguri disse que o governo se esforçou para retirar a marca de preservativos Hot (Quente) do mercado e vem mantendo a vigilância para garantir que não reste mais nenhum à venda.
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